O porquê por trás do Ally
Acessibilidade não é sobre corrigir erros. É sobre quem fica de fora quando ninguém corrige.
Toda vez que uma legenda não pode ser lida, toda vez que uma imagem fica muda, alguém do outro lado da tela é lembrado de que aquele espaço não foi pensado pra ele. Pertencer é simples assim: alguém pensou em você antes de você precisar pedir.
O Ally existe porque a maioria de nós nunca aprendeu a pensar nisso — não por maldade, por falta de ferramenta e de contexto. Este espaço é sobre isso: entender o suficiente pra incluir sem precisar virar especialista.
— Andre, fundador do Ally
Não é só no seu país
Acessibilidade digital é um problema em escala global — em todo lugar onde alguém mediu, os números contam a mesma história.
das páginas iniciais mais visitadas do mundo falham em critérios básicos de acessibilidade.
dos 100 mil sites avaliados em 10 países do Sul Global atendem critérios essenciais de acessibilidade.
de pessoas com deficiência no continente navegam um cenário digital que não foi pensado pra elas.
das pessoas com deficiência enfrentaram barreiras ao usar serviços do governo pela internet.
de pessoas (8,9%) têm algum tipo de deficiência, segundo o último levantamento oficial.
Glossário sem jargão
Os mesmos termos que aparecem no seu relatório do Ally, explicados sem assustar quem está começando agora.
Um programa que lê a tela em voz alta pra quem não enxerga ou enxerga pouco. Se sua legenda é só emoji, ele não tem o que ler.
A descrição de uma imagem para quem não pode vê-la. Sem isso, uma foto inteira simplesmente não existe pra essa pessoa.
Texto sincronizado com a fala, pra quem é surdo, ouve pouco, ou está sem som no transporte público.
A narração do que acontece visualmente numa cena, pra quem não consegue ver o que está na tela.
A diferença de luminosidade entre texto e fundo. Contraste baixo apaga a leitura pra muito mais gente do que se imagina, não só quem tem baixa visão.
Escrever cada palavra de uma hashtag com inicial maiúscula, tipo #DiaDaAcessibilidade, pra o leitor de tela conseguir separar as palavras.
As diretrizes internacionais mais usadas do mundo pra acessibilidade digital. Não é burocracia — é o resumo do que milhares de pessoas com deficiência já pediram.
Aquelas letrinhas "𝒆𝒍𝒆𝒈𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔". Pra você são estética. Pro leitor de tela são símbolos que ele não sabe pronunciar.
Não é "enxerga ou não enxerga" — é um espectro enorme, e a maioria das pessoas com deficiência visual está nele.
Textos com excesso de emojis, piscando ou muito densos podem excluir quem processa estímulo de forma diferente. Não é frescura — é real.
Desenhar algo pra funcionar pra qualquer corpo, sentido ou forma de atenção. Não é um extra — é o básico feito por completo.
Acessibilidade é a porta estar aberta. Inclusão é alguém ter pensado em te convidar antes de você precisar bater.
Datas para lembrar
Três marcos no calendário da luta por acessibilidade — bons momentos pra revisar seus posts antigos ou começar algo novo.
Dia global de conscientização sobre acessibilidade digital, celebrado desde 2012 em todo o mundo.
Data brasileira oficializada pela Lei 11.133/2005, marcada desde 1982 pelo movimento de direitos das pessoas com deficiência.
Instituído pela ONU em 1992, celebrado em todo o mundo pra promover a dignidade e os direitos das pessoas com deficiência.
Este espaço é seu
Conte sua história
Se a acessibilidade mudou algo pra você — ou se a falta dela te deixou de fora de algo — queremos ouvir. Uma barreira que você encontrou, uma correção que fez diferença, um momento em que alguém pensou em você antes de precisar pedir.
Escreva pra [email protected]. Com sua permissão, sua história pode aparecer aqui.
Nota de honestidade: este espaço está começando agora — não inventamos depoimentos pra parecer maior do que é. As primeiras histórias reais vão aparecer aqui assim que chegarem.